quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Conclusão. [Infeliz essa]

Para os sonhadores a vida é feita de sonhos.
Sonhos são dolorosos.
Para os sonhadores a vida é feita de dor.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Palavras que podem destruir uma vida.

Existem certas palavras que podem destruir sua vida. Sim, apenas uma palavra e seu significado pode deixar você e sua vida no fim, no lixo. E, pior, essas palavras não precisam ser pronunciadas, basta que elas estejam, de alguma forma, em sua vida e pronto, não há como viver mais.

A pior de todas é ao mesmo tempo muito presente e pouco percebida.

A pior palavra de todas. A palavra que pode destruir sua vida é: hipoteticamente.

Essa palavra pode ser traduzida em alguns outros verbetes. Aqui estão alguns desses.

E se...

Mas poderia ter sido diferente...

Mas aquilo poderia não ter acontecido...

Talvez...

Quem sabe...

E existem muitas outras vertentes dessas expressões, diga-se de passagem malditas,

Mas a verdade é que: viver em hipoteticamente [ou em "E se"] não é viver. É sonhar. É imaginar. É supor.

E isso não é vida.

Como posso/poderia viver apenas sonhando como poderia ter sido e perder a realidade, e ver a realidade passar diante dos meu olhos e apenas... deixá-la passar e não fazer nada?

Será que é isso o que realmente quero?

Será que isso é o que como quero viver, ou melhor, como quero desperdiçar toda minha vida?

Parece que sim, pois assim é como vivo.

Estou aqui. Uma das maiores provas de como essa maldita palavra pode destruir sua vida.

Estou aqui, neste exato momento, sonhando com ela; sonhando como poderia ter sido; vendo minha vida passar e não fazendo nada.

E o que acho disso?

Simplesmente odeio-me por fazer isso, todavia, mesmo odiando-me, ainda a amo.

Ainda e sempre a amarei.

E sempre perderei minha vida nesse maldito calabouço dos sonhos.

E o que ela acha disso?

Não sei!

E, talvez, esse não sei “não sei” mate-me mais ainda. Apenas exponha mais minhas feridas.

Queria saber sim! Queria, mesmo que seja para sofrer mais, ter a resposta de Tua boca, olhando em teus olhos.

Talvez essa palavra tirasse desse calabouço dos sonhos e me levasse para o próximo.

O da próxima palavra.

O calabouço da rejeição.

Mas, por enquanto, ficarei aqui. Limitando a viver dos sonhos e dos “E se” que tenho contigo... Até que um dia consiga acordar disso tudo.

Apenas espero que, quando acordar, se acordar, esse dia não esteja longe demais.

Que esse dia já seja tarde demais...